domingo, 12 de maio de 2013

A palavra que (não) querem calar


 
 
Ai, palavras, ai palavras,
que estranha potência, a vossa!
(Cecília Meireles)
 
Naquela tarde, a atividade era sobre os fonemas da letra "x".
Propus uma competição entre grupos.
Vamos ver qual equipe consegue o maior número de palavras com "x"?
– Vamos! – responderam os alunos da turma de 6° ano mais agitada e fofa da escola no ano letivo de 2012.
A cada 2 minutos, um aluno vinha ao meu encontro perguntando se esta ou aquela palavra poderia fazer parte da lista.
Outros eventos foram interessantes, mas mais curioso que este que passarei a relatar, é impensável!
O grupo de Levi, Jones e Luka era o que mais visitava a minha mesa, solicitando ajuda ou apresentando dúvidas. Era este o grupo dos pequenos, mas de interesse enorme em aprender!
Dentre essas solicitações, uma merece destaque:
– Pró, Luka perguntou se... – falou Levi.
– Eu não, você!– interrompe Luka.
– Qual é a dúvida? – perguntei.
– Ah, se vocês não têm coragem... – disse Jones.
– O que é?– reforcei.
– Sexo, pode?– disse Luka, em tom corajoso.
– Sexo é uma palavra?– retruquei.
– É!– respondeu o trio.
– Então...– concluí.
O que se viu, em seguida, foi uma correria para grafar a tal palavra.
Não menos que dois grupos vieram a mim para saber também se 'sexo' podia!
                                                                    
Professora Rosana Souza

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